sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Manuel António Carvalho Cansado - SATA



Fotos retiradas da net



Hoje o Açoriano Oriental noticia que o Presidente de Conselho de Administração do Grupo SATA está demissionário e mais informa que a decisão se deve a divergências com o Secretário da Tutela. Em entrevista à RTP Açores, César acusa a imprensa regional de especular com o fim natural de um contracto de prestação de serviços e que este último mandato foi um favor pessoal de Cansado ao próprio Presidente e que Manuel António não sendo um gestor quer voltar à sua vida profissional.






Engraçado que não sendo Cansado um gestor tenha levado a SATA aonde levou e mais acresce o facto dos lucros que uma empresa subsidiada atingiu no último ano. Não gostei do tom do Senhor Presidente do Governo e não entendi se o azedume, a secura se destinava a Cansado se ao Açereano Oriental.






De qualquer forma, conhecendo o Eng Cansado como conheço ele sai na altura certa, terá atingido os seus objectivos ou se não os atingiu terá sido por inércia ou mesmo contra vapor de quem lhe deveria dar espaço de manobra para que concretizasse todos os projectos.






Como desejei ao meu querido Amigo e colega Cansado aquando a sua primeira nomeação volto a desejar os maiores sucessos e que seja qual for o trabalho que fará a partir do início de Setembro será feito com competência e mais valia para a organização em que ficará integrado. O Conselho de Administração da NAV está em gestão quase há um ano...quem sabe...






Ninguém é insubstituível e, apesar das criticas que tenho feito e farei às lacunas no serviço da SATA (no voo Porto P. Delgada de dia 22 os passageiros esperaram UMA hora para que as sete refeições que faltavam por um erro qualquer de contagem, chegassem a bordo) considero inquestionável o bom serviço prestado por Manuel António Carvalho Cansado ao Governo Regional à SATA e portanto à Região.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

A bordo


Beleza não será, de facto, fundamental, mas um sorriso agradável numa figura cuidada, sim.
Vai o tempo, e se calhar bem, em que para se ser Comissária de bordo, hospedeira da TAP (e nessa altura, pelo menos em Portugal era uma profissão no feminino) era preciso ter estatura especial de modelo, de Miss Universo. A candidata podia ser menos dotada intelectualmente, mas se tivesse um palminho de cara, um busto interessante e cinturinha de vespa tinha contrato assegurado, se fosse loira passava à frente das outras todas e bastava que soubesse dizer pouco mais do que a frase "Chá, café ou laranjada?" com um sorriso "Pepsodente".

Hoje ao entrarmos num avião somos acolhidos por pessoas normais, vulgares, homem ou mulher e muitas vezes o aspecto não é o mais cuidado, o sorriso quase não existe e muitas das vezes as respostas às nossas perguntas são dadas de forma ríspida, sêca, desagradável. Talvez lhes seja exigido um pouco mais do que o "Chá, café ou laranjada?" de antanho, talvez que a rentabilização dos "recursos" exigida actualmente (mais horas de voo, menos de descanso, mais aterragens), talvez que por exigências das vidas para além da profissão (filhos, a gestão doméstica...) lhes apeteça mais chorar que sorrir, mas que diabo, o passageiro não tem culpa e paga o seu bilhete (que não é barato) e quer, merece, ser servido com alguma simpatia para não falar nas sandes da treta que nos são servidas (a alteração na qualidade das refeições a bordo deve representar uma significativa subida nos lucros da SATA).

No voo Porto/Ponta Delgada no passado dia 8 de Agosto a bordo do avião da SATA Internacional achei o serviço um pouco abaixo do aceitável. A tripulação de cabine apresentava um aspecto cansado, os gestos mecânicos e sorriso apagado. Quando serviram a sobremesa, um gelado que vi ser de sabor a morango e porque geralmente esse sabor me cai mal no estômago, ao ter perguntado se apenas havia esse sabor a resposta foi: “morango e baunilha” (que confirmei, depois serem, de facto o sabor do gelado servido), sêca assim do tipo que quer esta agora? Que coma este e se cale, não estou para a aturar.

De facto, beleza não é fundamental, mas simpatia, urbanidade, um sorriso, respostas e respostas educadas sim.

Assim vai o nosso turismo, assim fui servida na única carreira aérea que nos leva e traz do continente.