
Beleza não será, de facto, fundamental, mas um sorriso agradável numa figura cuidada, sim.
Vai o tempo, e se calhar bem, em que para se ser Comissária de bordo, hospedeira da TAP (e nessa altura, pelo menos em Portugal era uma profissão no feminino) era preciso ter estatura especial de modelo, de Miss Universo. A candidata podia ser menos dotada intelectualmente, mas se tivesse um palminho de cara, um busto interessante e cinturinha de vespa tinha contrato assegurado, se fosse loira passava à frente das outras todas e bastava que soubesse dizer pouco mais do que a frase "Chá, café ou laranjada?" com um sorriso "Pepsodente".
Hoje ao entrarmos num avião somos acolhidos por pessoas normais, vulgares, homem ou mulher e muitas vezes o aspecto não é o mais cuidado, o sorriso quase não existe e muitas das vezes as respostas às nossas perguntas são dadas de forma ríspida, sêca, desagradável. Talvez lhes seja exigido um pouco mais do que o "Chá, café ou laranjada?" de antanho, talvez que a rentabilização dos "recursos" exigida actualmente (mais horas de voo, menos de descanso, mais aterragens), talvez que por exigências das vidas para além da profissão (filhos, a gestão doméstica...) lhes apeteça mais chorar que sorrir, mas que diabo, o passageiro não tem culpa e paga o seu bilhete (que não é barato) e quer, merece, ser servido com alguma simpatia para não falar nas sandes da treta que nos são servidas (a alteração na qualidade das refeições a bordo deve representar uma significativa subida nos lucros da SATA).
No voo Porto/Ponta Delgada no passado dia 8 de Agosto a bordo do avião da SATA Internacional achei o serviço um pouco abaixo do aceitável. A tripulação de cabine apresentava um aspecto cansado, os gestos mecânicos e sorriso apagado. Quando serviram a sobremesa, um gelado que vi ser de sabor a morango e porque geralmente esse sabor me cai mal no estômago, ao ter perguntado se apenas havia esse sabor a resposta foi: “morango e baunilha” (que confirmei, depois serem, de facto o sabor do gelado servido), sêca assim do tipo que quer esta agora? Que coma este e se cale, não estou para a aturar.
De facto, beleza não é fundamental, mas simpatia, urbanidade, um sorriso, respostas e respostas educadas sim.
Assim vai o nosso turismo, assim fui servida na única carreira aérea que nos leva e traz do continente.
Hoje ao entrarmos num avião somos acolhidos por pessoas normais, vulgares, homem ou mulher e muitas vezes o aspecto não é o mais cuidado, o sorriso quase não existe e muitas das vezes as respostas às nossas perguntas são dadas de forma ríspida, sêca, desagradável. Talvez lhes seja exigido um pouco mais do que o "Chá, café ou laranjada?" de antanho, talvez que a rentabilização dos "recursos" exigida actualmente (mais horas de voo, menos de descanso, mais aterragens), talvez que por exigências das vidas para além da profissão (filhos, a gestão doméstica...) lhes apeteça mais chorar que sorrir, mas que diabo, o passageiro não tem culpa e paga o seu bilhete (que não é barato) e quer, merece, ser servido com alguma simpatia para não falar nas sandes da treta que nos são servidas (a alteração na qualidade das refeições a bordo deve representar uma significativa subida nos lucros da SATA).
No voo Porto/Ponta Delgada no passado dia 8 de Agosto a bordo do avião da SATA Internacional achei o serviço um pouco abaixo do aceitável. A tripulação de cabine apresentava um aspecto cansado, os gestos mecânicos e sorriso apagado. Quando serviram a sobremesa, um gelado que vi ser de sabor a morango e porque geralmente esse sabor me cai mal no estômago, ao ter perguntado se apenas havia esse sabor a resposta foi: “morango e baunilha” (que confirmei, depois serem, de facto o sabor do gelado servido), sêca assim do tipo que quer esta agora? Que coma este e se cale, não estou para a aturar.
De facto, beleza não é fundamental, mas simpatia, urbanidade, um sorriso, respostas e respostas educadas sim.
Assim vai o nosso turismo, assim fui servida na única carreira aérea que nos leva e traz do continente.
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